A prefeita de Canoinhas, Juliana Maciel (PL), filiada ao mesmo partido do ex-presidente Bolsonaro, distanciou-se das práticas defendidas pelo ex-chefe do Poder Executivo federal, que sempre foi a favor da redução de ministérios e cargos comissionados. Apesar de ter se elegido defendendo princípios de aspecto liberal, na prática, a prefeita mostrou-se mais alinhada aos princípios do atual presidente da República, Lula, que é conhecido por criar ministérios e cargos para acomodar aliados.
A votação do projeto de lei que criou 42 novos cargos comissionados no município de Canoinhas repercutiu negativamente entre a população e gerou revolta na comunidade. O custo mensal decorrente da criação desses cargos chega a aproximadamente R$ 400 mil, com salários acima de R$ 14 mil.
A sessão da Câmara de Vereadores de Canoinhas foi realizada de forma extraordinária na última quarta-feira (08), convocada pelo presidente da casa, Marcos Homer (PL), aliado da prefeita. Pegos de surpresa, os vereadores não tiveram tempo hábil para analisar os projetos colocados em votação. A vereadora Tati Carvalho (MDB) argumentou diversas vezes sobre a necessidade de mais tempo para a análise das propostas e afirmou que não havia urgência na tramitação das matérias.
Mesmo sob vaias e palavras de indignação da população presente, que lotou a Câmara Municipal, os projetos foram aprovados, resultando no aumento do número de cargos comissionados.
Os vereadores que votaram a favor da criação de cargos comissionados e do aumento de despesas do município de Canoinhas foram: Marcos Homer (PL), André Flenik (PL), Ivan Krauss (PP), James Brey (UNIÃO), Jubanski (PP) e Rosi Piotrowski Crestani (PRD).
Os vereadores contrários à criação de novos cargos comissionados foram: Tati Carvalho (MDB), Cesão do Táxi (MDB) e Kátia Oliskowski (REPUBLICANOS).
O vereador Gilmar Martins (PL) não esteve presente na sessão.







