Durante passagem por Lages nesta sexta-feira (13), o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), afirmou que todos os envolvidos em eventuais irregularidades no programa Universidade Gratuita e no Fumdesc receberão as punições devidas. Ao lado da prefeita Carmen Zanotto (Cidadania), o governador percorreu ruas centrais da cidade e visitou a Praça João Costa, local da Festa do Pinhão, antes de seguir para Joaçaba.
Jorginho destacou que, além das medidas já anunciadas pela Secretaria da Educação, a Polícia Civil está empenhada na investigação para identificar os responsáveis por possíveis fraudes. Segundo o governador, qualquer envolvido — sejam alunos, universidades, servidores públicos ou outros — responderá pelos atos cometidos. “Falta resolver”, afirmou, referindo-se ao desfecho das apurações.
O compromisso do governo ocorre após o Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontar indícios de irregularidades que colocariam em risco os R$ 324 milhões investidos pelo Estado em universidades comunitárias do Sistema Acafe e em instituições privadas atendidas pelo Fumdesc. O levantamento revelou casos como estudantes de famílias donas de carros de luxo avaliados em até R$ 735 mil, imóveis de até R$ 30 milhões e empresas com capital social superior a R$ 20 milhões.
A gravidade dos dados reforçou o posicionamento do governador em favor de rigor nas investigações. Jorginho disse considerar inadmissível que um programa criado para beneficiar estudantes de baixa renda tenha sido usado de forma indevida e reiterou que não haverá tolerância para fraudes com dinheiro público em Santa Catarina.







