O sistema de estacionamento rotativo de Canoinhas continua sendo um tema de debate acirrado na cidade. Após um aumento considerável no número de infrações de trânsito, que coloca o município entre os maiores geradores de multas em Santa Catarina, novos dados revelam que o problema persiste e cresce a cada dia. Em 2024, o sistema de rotativo registrou um total de 48.606 notificações, das quais 43.139 foram regularizadas. No entanto, 5.467 infrações não foram registradas, gerando infrações de trânsito junto ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SC).
Esse número de notificações, que corresponde aos dados referentes aos meses de janeiro a outubro de 2024, reflete uma média alarmante de 186 veículos notificados por dia, o que equivale a 26 infrações registradas por hora, um número que causa preocupação em muitos motoristas.
As notificações somadas à venda de raspadinhas gerou uma arrecadação de R$ 1.214.602,25. Deste valor, a Prefeitura de Canoinhas recebeu um repasse de R$ 351.822,25. Esse montante corresponde a 25% da arrecadação total.
Canoinhas tem se destacado negativamente no ranking de infrações no estado. Dados do Detran-SC apontam que o município é o 11º no estado em número de multas, superando Florianópolis em 2024, com 4.050 infrações, frente a 3.681 da capital catarinense. A arrecadação de multas até agora soma R$ 790.681,50, quantia que, segundo comerciantes, poderia ser investida no crescimento do comércio local.
A insatisfação com o sistema tem sido crescente, especialmente entre os empresários da cidade. Muitos relatam que o número elevado de multas e a rigidez da fiscalização têm afetado diretamente o fluxo de consumidores, especialmente de cidades vizinhas que agora evitam Canoinhas devido à falta de flexibilidade no sistema.
Em meio à insatisfação geral, a comunidade e os comerciantes de Canoinhas aguardam que a Prefeitura tome providências, como revisar o contrato com a empresa Hiper Off, responsável pelo sistema de estacionamento rotativo. O contrato, que foi assinado em 2019 e tem duração de 10 anos, pode ser revisto, levando em consideração as necessidades da população e a viabilidade de ajustes que tornem o sistema mais flexível e menos impactante para o comércio local.
Há também o questionamento sobre o cumprimento do contrato pela empresa, já que, até o momento, a falta de informações claras sobre o sistema tem gerado desconforto e desconfiança entre os cidadãos.
A expectativa é que o debate sobre o estacionamento rotativo de Canoinhas evolua para uma solução que balanceie a organização do trânsito com a necessidade de fomentar o comércio local e garantir uma experiência mais justa para os motoristas. Caso contrário, o impacto negativo sobre a economia da cidade poderá ser ainda mais significativo, e o sistema rotativo poderá continuar sendo visto como um obstáculo, em vez de uma solução para a mobilidade urbana.
Fonte: RádioClube





