Uma pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha nesta quarta-feira, 11, aponta que a desconfiança dos brasileiros no Supremo Tribunal Federal atingiu 43 por cento, o maior índice desde o início da série histórica, iniciada em 2012. No levantamento anterior, divulgado em dezembro de 2024, o índice de desconfiança era de 38 por cento.
De acordo com o levantamento, 38 por cento dos entrevistados afirmaram confiar “um pouco” na Corte, enquanto 16 por cento disseram confiar “muito”. Na pesquisa anterior, esse último grupo representava 24 por cento dos entrevistados. A avaliação do trabalho do Supremo também registrou níveis elevados de desaprovação, com 39 por cento classificando a atuação dos ministros como ruim ou péssima.
Ainda segundo a pesquisa, 34 por cento dos entrevistados avaliaram o trabalho do STF como regular, enquanto 23 por cento consideraram a atuação dos ministros boa ou ótima. Outros 4 por cento disseram não saber responder. O Datafolha ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 137 municípios brasileiros, entre segunda-feira, 3, e quarta-feira, 5. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
No campo jurídico, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, negou um pedido apresentado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg para que a Corte determinasse a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar o Banco Master. O parlamentar havia alegado omissão por parte da presidência da Câmara dos Deputados na análise do requerimento para criação da CPI.
Na decisão publicada nesta quinta-feira, 12, o ministro entendeu que não havia prova suficiente de omissão por parte do presidente da Câmara. Zanin destacou ainda que existem cerca de 15 pedidos anteriores aguardando análise na Casa. O processo havia sido inicialmente distribuído ao ministro Dias Toffoli, que se declarou suspeito por motivos de foro íntimo e se afastou do caso.






