A expectativa de receber um novo iPhone se transformou em frustração para a empreendedora digital Paula Rosa, de 44 anos, moradora de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais.
Ela pagou R$ 8.549 por um iPhone 16 Pro Max na Amazon, mas, ao abrir a caixa na última sexta-feira, encontrou um pedaço de azulejo no lugar do aparelho. Ao conferir o número de série no site da Apple, descobriu que o celular já havia sido ativado 17 dias antes da compra.
Paula relatou que costuma comprar pela internet e nunca teve problemas, o que a fez confiar na plataforma. Porém, ao acionar o atendimento online, recebeu a resposta de que a empresa não faria o reembolso, alegando que o produto correto foi entregue à transportadora.
Diante da negativa, ela registrou um boletim de ocorrência e procurou apoio jurídico. A Amazon informou que apura o caso internamente e que responderá ao advogado da cliente, se for notificada.
Para o Procon, a consumidora não pode ser penalizada por um erro da empresa. A gerente do órgão, Isabela Antunes, explicou que houve descumprimento da oferta e que a responsabilidade é do fornecedor, independentemente de falhas na distribuição ou transporte. Ela orienta que, em situações semelhantes, o cliente registre fotos ou vídeos no momento da entrega e, se não houver solução, recorra aos órgãos de defesa do consumidor ou à Justiça.
O episódio chama atenção para os riscos das compras online e reforça a importância de valorizar o comércio local. Ao comprar em lojas físicas, o cliente sai com o produto em mãos, confere na hora e, em caso de problema, conta com um ponto de apoio imediato para resolver. Essa proximidade traz mais segurança e evita transtornos como o vivido por Paula.







