O sistema de baixa pressão que se formou na madrugada de terça-feira sobre o Rio Grande do Sul vem se intensificando e avança para o litoral — com expectativa de atingir seu ápice na noite de quarta (10). Segundo meteorologistas, a pressão no centro do ciclone pode ficar abaixo de 1000 hPa, condição que favorece ventos fortes, chuvas volumosas e instabilidades severas.
Nas próximas 24 horas, são previstas rajadas de vento entre 90 e 120 km/h, chuva persistente, descargas elétricas, risco de granizo e elevação de rios e córregos. Regiões como o litoral e áreas serranas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul estão entre as mais vulneráveis.
Segundo o meteorologista Piter Scheuer, em Santa Catarina, localidades como o Costão da Serra, o Planalto Norte e pontos da Serra Catarinense podem enfrentar ventos acima de 100 km/h. As autoridades recomendam atenção redobrada: a fase de maior perigo se aproxima, com possibilidade de danos estruturais, alagamentos e transtornos no transporte e na rede elétrica.
Especialistas alertam que o momento mais crítico será já nesta quarta-feira — e pedem que a população evite exposição durante ventos intensos, proteja janelas, árvores e objetos soltos, e acompanhe comunicados da Defesa Civil.

Por que ele é tão intenso?
A baixa pressão abaixo de 1000 hPa intensifica a circulação de ventos.
O sistema favorece formação de nuvens cumulonimbus, capazes de gerar:
- chuva forte em pouco tempo
- raios
- rajadas agressivas de vento
- queda de granizo
- A queda acentuada da pressão pode facilitar tornados, micro e macroexplosões.
Frequência desse tipo de sistema
Ciclones extratropicais são comuns na América do Sul, especialmente no sul da Argentina e do Chile. De 5 a 7 frentes frias com ciclones chegam ao Brasil mensalmente.
A formação entre Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai é menos comum, mas já havia ocorrido em 7 e 8 de novembro de 2025 e se repete agora.
Regiões afetadas e impactos
Sul do Brasil
8 a 11 de dezembro: risco generalizado de chuva forte e ventos intensos.
Grande Porto Alegre: temporais já na madrugada do dia 9; ventania mais forte no dia 10.
Florianópolis: grande instabilidade nos dias 9 e 10.
Curitiba: instabilidade no dia 9 e maior risco de ventos em 10 de dezembro.
Sudeste
Influência indireta do ciclone, com ventania e risco de temporais:
Centro-sul do Rio de Janeiro
Centro-sul e sudoeste de Minas Gerais (Sul de Minas, Zona da Mata, Grande BH, Triângulo)
Ventos começam a aumentar no dia 9, com rajadas mais intensas em 10 de dezembro.
Centro-Oeste
Mato Grosso do Sul será o estado mais impactado:
rajadas moderadas já no dia 8
rajadas mais fortes no dia 9
Impactos do ciclone extratropical nos principais setores da economia
A aproximação e intensificação do ciclone extratropical entre 8 e 11 de dezembro trazem implicações diretas para empresas, operações críticas e gestores públicos em todo o centro-sul do Brasil. A combinação de ventos superiores a 90 km/h, chuva volumosa, risco de tempestades severas e condições marítimas adversas aumenta significativamente a vulnerabilidade de cadeias produtivas, infraestrutura e serviços essenciais. Para o mercado B2B, compreender com antecedência esses impactos é decisivo para proteger ativos, garantir continuidade operacional e reduzir perdas financeiras, especialmente diante de um cenário meteorológico que exige resposta rápida, planejamento estratégico e monitoramento especializado. Fale com nossos especialistas e proteja sua operação.
Entre os dias 8 e 11 de dezembro, a população das regiões afetadas deve acompanhar as atualizações da Climatempo e seguir as orientações das autoridades locais, sobretudo diante do risco de ventania intensa, temporais e possíveis eventos severos associados à queda acentuada da pressão atmosférica.
A previsão será atualizada continuamente conforme o ciclone evoluir.
Com informações do Clima Tempo






