O projeto do Combustível do Futuro foi aprovado na Câmara dos Deputados e agora vai à sanção presidencial. Algumas emendas vindas do Senado foram retiradas, entre elas o jabuti que postergava subsídios para a geração distribuída. A emenda podia impactar a conta de luz em R$ 24 bilhões até 2045.
Um longo embate dos lobbies setoriais da cadeia elétrica aconteceu para derrubar o jabuti, deixando o grupo da energia solar isolado. O governo também trabalhou nos bastidores para derrubar a medida. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que a emenda custaria cerca de R$ 2,4 bilhões ao ano à Conta de Desenvolvimento Energético.
O projeto aprovado cria programas nacionais para descarbonização do diesel, do combustível de aviação e do gás natural. O texto também prevê o marco regulatório de estocagem de gás carbônico e uma taxa de mistura de diesel verde no diesel comum. A mistura de etanol na gasolina passará a ser de 27%, com variação entre 22% e 35%.







