O último levantamento do Programa Monitora Milho SC apontou aumento significativo na presença da cigarrinha-do-milho nas lavouras catarinenses, com média estadual de 120 insetos por armadilha. O crescimento é considerado comum para esta época do ano, já que o calor e o desenvolvimento das plantas favorecem a reprodução do inseto. As maiores concentrações foram registradas em municípios como Porto União, Xanxerê e Campo Erê, exigindo atenção redobrada dos produtores.
A principal preocupação dos especialistas é a transmissão de doenças que podem comprometer a produtividade. Análises laboratoriais confirmaram o avanço de uma bactéria responsável pelo enfezamento-vermelho, além da presença de vírus que afetam o desenvolvimento saudável do milho.
Como essas doenças demoram a apresentar sintomas visíveis, o monitoramento constante é considerado essencial para identificar o risco antes que os prejuízos apareçam na lavoura. O acompanhamento técnico permite agir de forma preventiva e reduzir as perdas na colheita.
Para proteger a produção, a orientação é iniciar o controle com produtos químicos e biológicos logo no começo do plantio. Também é fundamental manter as colheitadeiras bem reguladas, evitando a queda de grãos no solo. Esses grãos podem originar o chamado milho voluntário, conhecido como “tiguera”, que serve de abrigo para as cigarrinhas e mantém as doenças ativas para a próxima safra.







