Alta presença de cigarrinha-do-milho acende alerta para produtores do Planalto Norte

Produtores de Santa Catarina avançam na colheita da primeira safra de milho enquanto iniciam o plantio da safrinha. Neste período de transição, técnicos têm observado aumento significativo na população da cigarrinha-do-milho, com média de cerca de 85 insetos por armadilha, número considerado elevado e preocupante para a produtividade do segundo plantio. A praga é vetor de doenças que afetam o desenvolvimento das plantas e podem provocar perdas severas nas lavouras.

De acordo com a pesquisadora Maria Cristina Canale, da Epagri/Cepaf, responsável pelo programa Monitora Milho SC, as cigarrinhas presentes em lavouras maduras tendem a migrar para áreas recém-plantadas, aumentando o risco de infecção. Levantamento realizado entre os dias 9 e 16 de fevereiro identificou a presença do vírus do rayado-fino e das bactérias responsáveis pelos enfezamentos pálido e vermelho em municípios como Major Vieira, Mafra, Presidente Getúlio, Tijucas, São José do Cerrito, Irati, Bom Jesus do Oeste e Tunápolis.

Esses patógenos podem causar o chamado enfezamento do milho, que reduz o crescimento das plantas e compromete a formação das espigas. A migração do inseto das áreas já colhidas ou em fase final para as novas lavouras amplia o potencial de disseminação das doenças justamente no momento mais sensível do desenvolvimento das plantas.

Diante do cenário, especialistas recomendam que os produtores adotem medidas preventivas imediatas, como a aplicação de inseticidas no manejo inicial para controlar o inseto-vetor, a regulagem das colheitadeiras para evitar perdas de grãos que originam o milho voluntário e a adoção de distanciamento entre áreas novas e lavouras maduras. O monitoramento constante também é essencial, já que o milho voluntário serve de abrigo para a cigarrinha e contribui para a disseminação das doenças, exigindo atenção redobrada para garantir uma safra saudável.

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Publicado em:

24/02/2026

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