Acordo da Operação Mensageiro livra Adelmo Alberti de voltar para a cadeia

A homologação do acordo de colaboração premiada de um dos principais nomes da Operação Mensageiro garantiu que o ex-prefeito de Bela Vista do Toldo, Adelmo Alberti, não volte para a cadeia. O novo entendimento firmado com o Ministério Público de Santa Catarina reduziu a pena máxima para 1 ano, 1 mês e 3 dias em regime fechado. Como Alberti já cumpriu 1 ano e 2 meses de prisão entre 2021 e 2022, o período é considerado quitado.

Além de evitar um novo retorno ao sistema prisional, o acordo estabelece outras medidas restritivas. Entre elas, o uso de tornozeleira eletrônica por dois anos, ponto que ainda deve ser discutido judicialmente, já que o ex-prefeito já utilizou o equipamento após deixar a prisão em 2022. Pelo acordo, ele também terá de permanecer em casa diariamente entre 21h e 6h, incluindo finais de semana e feriados.

O termo de colaboração prevê ainda que Alberti peça exoneração do cargo de assessor parlamentar na Câmara de Vereadores de Bela Vista do Toldo. Outra condição imposta é o afastamento de qualquer função pública pelo período de seis anos, além da proibição de exercer atividades empresariais que envolvam contratos ou negociações com o poder público, direta ou indiretamente.

A Operação Mensageiro, uma das maiores investigações de corrupção em Santa Catarina, segue tendo desdobramentos e reflexos em outras ações judiciais. Outros investigados, como Beto Passos e Renato Pike, ainda tentam reverter condenações em instâncias superiores, incluindo recursos que podem chegar ao Supremo Tribunal Federal, em Brasília para tentar evitar voltar à prisão.

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Publicado em:

08/05/2026

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