Queda na Produção de Milho em Santa Catarina Aumenta Necessidade de Importação

A produção de milho em Santa Catarina sofreu uma queda significativa este ano, com uma redução de 20% na segunda safra em comparação ao ano passado. A colheita, em fase final, deve ser concluída nos próximos dias, totalizando cerca de 167 mil toneladas. Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Estado (Epagri), a queda é atribuída a fatores como excesso de chuvas em outubro e novembro de 2023 e uma diminuição na área de cultivo.

A região de Xanxerê foi a mais afetada, com uma redução de 31% na produção, enquanto microrregiões como Araranguá, Concórdia, Criciúma, Tabuleiro, Tijucas e Tubarão registraram leves aumentos entre 5% e 7%. O engenheiro agrônomo do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri, doutor Haroldo Tavares Elias, destacou que, além das condições climáticas adversas, a redução da área plantada também contribuiu para a diminuição da produção.

Com a soma das primeiras e segundas safras, os produtores catarinenses colheram um total de 2.261.000 toneladas de milho em 2024, uma queda de 630 mil toneladas em relação ao ano anterior. Esta redução agrava o déficit do grão no estado, que já depende da importação de mais de 5 milhões de toneladas para atender à demanda, especialmente das indústrias de suínos, aves e bovinocultura de leite.

Essa necessidade adicional de importação implica um aumento de cerca de 15 mil bitrens transportando milho do Centro-Oeste brasileiro e do Paraguai, elevando os custos com frete e impactando a economia local. Os preços pagos aos produtores catarinenses pela saca de milho aumentaram para R$ 58,47 em junho, um crescimento de 2,8%. A redução na produção brasileira de milho em cerca de 18 milhões de toneladas é um dos fatores que contribuíram para a recuperação dos preços, que voltaram aos níveis praticados até janeiro deste ano.

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Publicado em:

26/06/2024

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