O Partido da Causa Operária, conhecido pela sigla PCO e de orientação de extrema esquerda, saiu em defesa do senador Flávio Bolsonaro, do PL, após as medidas judiciais atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Nesta terça-feira, 27 de outubro, o presidente nacional da legenda, Rui Costa Pimenta, classificou a atuação contra o parlamentar como perseguição política e afirmou que o caso envolve uma disputa de poder entre setores políticos e o Judiciário.
Segundo Pimenta, Flávio Bolsonaro é alvo de pressão por causa de sua força eleitoral e da influência de seu grupo político no Congresso Nacional. O dirigente argumentou que o senador possui apoio expressivo e poderia contribuir para iniciativas de impeachment de ministros do Supremo. Ele também questionou a rapidez com que teriam sido analisados os pedidos relacionados à apreensão do passaporte do parlamentar.
O PCO ainda criticou Alexandre de Moraes ao mencionar questionamentos envolvendo supostos contratos da esposa do ministro com empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
A manifestação chama atenção por colocar uma legenda de extrema-esquerda em defesa de um político de direita. O posicionamento, no entanto, está relacionado à oposição histórica do PCO ao atual modelo do Poder Judiciário brasileiro.







