Em uma decisão considerada inédita no processo eleitoral brasileiro, o Supremo Tribunal Federal determinou, neste domingo, 25, a prorrogação do horário de votação em todo o país, das 17h para as 19h.
A determinação foi assinada pelo ex-advogado pessoal de Luiz Inácio Lula da Silva e hoje ministro do STF Cristiano Zanin.
Zanin atuou diretamente na defesa de Lula nos processos da Operação Lava Jato. Ele integrou a equipe jurídica responsável pela defesa de Lula, incluindo os processos relacionados ao tríplex do Guarujá e ao sítio de Atibaia.
Cristiano Zanin, acatou um pedido apresentado pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT às 16h32. A medida, tomada na reta final do segundo turno, também provocou a paralisação da totalização dos votos, que já havia sido iniciada.
A decisão de ampliar o horário em todo o território nacional, inclusive em regiões sem problemas relatados, abre espaço para questionamentos sobre a proporcionalidade da medida. A prorrogação também gera questionamentos sobre a tentativa de induzir os eleitores faltosos no primeiro turno a irem às urnas para votar.
Outro questionamento que fica é o de que porque 0,25% da apuração está disponibilizada no site do TSE. Os números favorecem Lula. Isso gera uma grade dúvida. Há intenção de influenciar o voto de quem ainda não votou com a divulgação parcial desses números? O correto não seria deixar o painel zerado?
Essas e muitas outras perguntas estão sem resposta.
A decisão de Zanin, incluiu todas as seções eleitorais do Brasil, inclusive. O episódio levanta um debate sobre a segurança jurídica e a necessidade de critérios claros para alterações nas regras de votação durante o próprio dia da eleição.






