Advogado de Vorcaro fala sobre delação e mensagens com Moraes

Imagens: Rosinei Coutinho/STF e Rubens Cavallari/Folhpress

O advogado de Daniel Vorcaro, Sergio Leonardo, afirmou nesta sexta-feira, 18, que o ex-banqueiro pode contribuir com informações sobre os fatos investigados no caso Banco Master. A declaração foi dada ao SBT News durante o programa News Noite, ao ser questionado sobre possíveis mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Segundo o advogado, Vorcaro poderia ajudar em diferentes pontos da investigação.

A declaração ocorre após um relatório da Polícia Federal, produzido a partir de informações extraídas do celular de Vorcaro, apontar supostos diálogos relacionados a Alexandre de Moraes. Nesta semana, o STF iniciou a análise de uma questão envolvendo o relatório, mas o julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino. O mérito da petição não chegou a ser analisado.

Sergio Leonardo também afirmou que Daniel Vorcaro continua disposto a fazer uma delação premiada. De acordo com o advogado, caso seja aberto um processo de colaboração, o acordo será completo e efetivo. A defesa, porém, sustenta que a delação não é a única estratégia considerada e afirma que Vorcaro possui informações que poderiam contribuir com as investigações.

Ainda segundo a defesa, eventuais nulidades ou irregularidades reconhecidas pela Justiça poderão ser utilizadas em favor de Vorcaro e de outros investigados. O advogado afirmou que a defesa pretende questionar atos processuais caso o STF reconheça alguma ilegalidade. O caso está relacionado à Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master.

Também nesta sexta-feira, 18, a defesa pediu ao STF a revogação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro. Os advogados solicitaram que, caso a prisão não seja revogada, sejam consideradas medidas alternativas, como prisão domiciliar ou monitoramento eletrônico. Vorcaro permanece preso preventivamente em Brasília, e a prisão é uma medida cautelar, não uma condenação.

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Publicado em:

19/09/2026

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