André Mendonça afasta diretor-geral da Polícia Federal em investigação do caso Master

Foto: Nelson Jr./SCO/STF/Andressa Anholete/Agência Senado

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta terça-feira, 8, o afastamento temporário de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A decisão ocorre no âmbito das investigações do caso Master e tem caráter cautelar. Segundo o ministro, a medida busca evitar possíveis interferências na apuração e preservar a coleta de provas.

Mendonça afirmou que a suspensão de uma função pública pode ser determinada quando existem elementos concretos que indiquem risco à investigação ou possibilidade de uso indevido das prerrogativas do cargo. Na decisão, o ministro considerou que a permanência de Rodrigues poderia comprometer a coleta de provas, dificultar o trabalho dos órgãos responsáveis pela apuração ou interferir em procedimentos administrativos relacionados ao caso.

O afastamento foi determinado durante a análise de um pedido apresentado pelo partido Novo, que solicitou providências para preservar a independência e a efetividade das investigações. O pedido ocorreu após um relatório de 200 páginas apontar menções a Andrei Rodrigues no celular de Daniel Vorcaro. O partido também pediu a prisão do diretor-geral da Polícia Federal, mas o ministro decidiu apenas pelo afastamento temporário do cargo.

André Mendonça é o relator dos processos relacionados ao caso Master e às investigações envolvendo fraudes no INSS. A decisão não representa, por si só, uma conclusão sobre eventual responsabilidade de Andrei Rodrigues. O afastamento é temporário e foi adotado como medida para proteger o andamento das investigações enquanto os fatos continuam sendo apurados.

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Publicado em:

08/09/2026

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