A Organização Meteorológica Mundial, OMM, informou nesta quinta-feira, 3, que existe uma probabilidade de quase 100% de o El Niño persistir até fevereiro de 2027. O fenômeno já está estabelecido e deve continuar se fortalecendo nos próximos meses, podendo atingir grande intensidade e provocar mudanças importantes nos padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do planeta.
Segundo a OMM, o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial está se intensificando. O índice utilizado para medir a temperatura da superfície do mar chegou a 2 graus acima da média em julho e, entre o fim de julho e meados de agosto, os valores semanais ficaram entre 2,2 e 2,6 graus acima do normal. Em algumas áreas abaixo da superfície, as temperaturas chegaram a ficar mais de 8 graus acima da média.
A organização alerta que um El Niño de grande intensidade aumenta os riscos de eventos climáticos extremos, como inundações, secas e períodos de calor intenso. A previsão para setembro, outubro e novembro indica temperaturas acima da média em praticamente todas as áreas continentais, além de alterações nos padrões de chuva.
A OMM ressalta, porém, que a intensidade do fenômeno não determina sozinha os impactos em cada país ou região. Os efeitos variam conforme a localização, a época do ano e a atuação de outros fatores climáticos. No Sul do Brasil, o El Niño costuma favorecer mudanças importantes no regime de chuvas, mas os efeitos específicos precisam ser acompanhados pelas previsões regionais.
De acordo com a OMM, o El Niño normalmente ocorre a cada dois a sete anos e dura entre nove e 12 meses. O fenômeno costuma começar a se desenvolver entre março e junho e atingir o pico entre novembro e fevereiro. A organização considera o atual cenário excepcional e afirma que os países precisam reforçar a preparação para possíveis impactos climáticos.








