O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, pediu ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, que seja realizada uma sessão pública do plenário para analisar as menções ao ministro Alexandre de Moraes e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, nas investigações relacionadas ao Banco Master. O pedido foi feito nesta terça-feira, 1º de setembro, depois que Mendonça determinou o levantamento do sigilo do inquérito.
Mendonça é o relator das investigações que apuram as relações do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, com autoridades da República. Segundo o Poder360, o ministro considera que as mensagens encontradas no celular de Vorcaro, envolvendo um colega do Supremo e o investigado, devem ser analisadas pelo plenário, que é a instância responsável por avaliar os novos elementos apresentados pela Polícia Federal.
O relatório da Polícia Federal tem 218 páginas e foi produzido a partir da análise do celular de Daniel Vorcaro, apreendido durante a Operação Compliance Zero. O documento reúne mensagens, registros de chamadas, arquivos e contratos, e aponta possíveis relações entre Vorcaro, Moraes, Paulo Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Parte das mensagens foi enviada pelo recurso de visualização única do WhatsApp, o que impede a reconstrução completa de alguns diálogos.
Ainda não há data definida para a sessão do plenário do STF. Mendonça afirmou que a análise deverá ocorrer de forma pública e transparente. O Poder360 informou que procurou Moraes, Gonet, Fábio Faria e a defesa de Vorcaro para manifestação, mas não recebeu resposta até a publicação da reportagem. O escritório Barci de Moraes, por sua vez, afirmou que houve consulta sobre eventuais impedimentos legais antes da contratação pelo Banco Master e que, segundo o escritório, não existia impedimento para a prestação dos serviços.






