A suinocultura de Santa Catarina enfrenta um período de forte pressão sobre os produtores. Somente em 2026, já foram registradas 13 reduções no preço pago pelo suíno vivo, segundo a Associação Catarinense de Criadores de Suínos. Nos sistemas de integração e cooperativas, o preço médio caiu de R$ 6,80 para R$ 4,65 por quilo, redução de aproximadamente 31%. Entre os produtores independentes, a queda chegou a cerca de 44%, passando de R$ 8,50 para R$ 4,73 por quilo.
O impacto é ainda maior para os produtores independentes. Considerando um suíno de aproximadamente 130 quilos, a perda pode ultrapassar R$ 250 por animal. A situação ocorre mesmo com o crescimento das exportações brasileiras de carne suína. Até julho, o Brasil exportou quase 800 mil toneladas, mais de 60 mil toneladas acima do registrado no mesmo período do ano passado. Segundo a entidade, o aumento da produção ampliou a oferta e contribuiu para pressionar os preços.
O presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, Losivanio Lorenzi, afirma que os valores atuais não são suficientes para garantir a sustentabilidade da atividade. Ele defende uma mobilização entre produtores, indústrias, cooperativas e integradores para buscar equilíbrio entre oferta e demanda e garantir melhores condições para os suinocultores. A preocupação é que a sequência de quedas comprometa a permanência de produtores na atividade e provoque novas perdas nas propriedades.







