A partir de 1º de janeiro de 2027, o brasileiro começa a pagar mais impostos com a nova etapa da reforma tributária. O governo federal fará transição para as novas regras, novas obrigações e mudanças que vão cobrar mais impostos do trabalhador brasileiro.
Empreendedores, profissionais autônomos e proprietários de imóveis vão trabalhar mais para pagar impostos aos cofres públicos.
Para nós brasileiros que já vivemos com uma das maiores cargas tributárias do mundo, a preocupação é saber quanto essa transformação vai custar no bolso.
As empresas precisam decidir pelo qual sistema tributário optar já em setembro, mas sem saber qual e o menos pior, isso porque o governo só vai informar em dezembro. Um verdadeiro “tiro no escuro”.
Veja o que muda.
- Split payment: a primeira mudança é o chamado split payment, mecanismo que permite separar automaticamente o valor dos tributos no momento do pagamento, ou seja, a parte do governo já é cobrado na hora. A proposta muda a relação das empresas com o dinheiro recebido, porque a parcela destinada aos impostos será direcionada diretamente ao Fisco. A preocupação, principalmente para empresas que dependem de capital de giro, é com a redução da disponibilidade imediata de recursos.
- CBS: a Contribuição sobre Bens e Serviços começa a substituir gradualmente o PIS e a Cofins. É um novo tributo federal que fará parte do modelo de IVA brasileiro. Para as empresas, a mudança significa adaptar sistemas, notas fiscais, contratos, preços e controles contábeis. E, para o consumidor, fica a preocupação sobre quanto da nova estrutura tributária poderá acabar incorporado aos preços de produtos e serviços, ou seja, menos dinheiro no bolso do consumidor, o preço final vai subir.
- Imposto do “Pecado”: também entra em cena o chamado Imposto Seletivo, criado para produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Entre os produtos alcançados estão itens como bebidas alcoólicas, tabacaria e até veículos, além de outras categorias definidas pela legislação. Na prática, o imposto vai elevar o preço desses produtos. E quem vai pagar por isso? Você consumidor.
- Simples Nacional: Para 2027, empresas do Simples poderão optar por permanecer integralmente no regime ou adotar o modelo que permite recolher IBS e CBS pelo regime regular. Essa escolha envolve uma questão fundamental: de um lado, permanecer no Simples; de outro, buscar maior geração de créditos tributários para os clientes. O problema é que uma decisão tributária dessa importância exige cálculos e planejamento, aumentando a pressão sobre pequenos empreendedores que já enfrentam custos, burocracia e dificuldade para manter seus negócios. E o pior. Escolher como? Sem saber o preço disso.
- CNPJ para pessoas físicas: profissionais que atuam como pessoa física e se enquadrem como contribuintes dos novos tributos terão que cumprir novas obrigações cadastrais e fiscais. Isso inclui determinadas atividades profissionais e situações previstas na regulamentação. A medida, simplesmente aumenta o controle e as obrigações perante o Fisco. Para quem trabalha por conta própria, será necessário emitir documentos fiscais.
- Imóveis e aluguel: outra mudança atinge os proprietários de imóveis. A pessoa física que tiver mais de três imóveis alugados e receita anual de aluguel superior a R$ 240 mil será enquadrada como contribuinte do IBS e da CBS, ou seja, haverá novas obrigações fiscais e tributação sobre a atividade de locação.
No fim das contas, o trabalhador vai pagar mais impostos ao governo. E triste, mas é verdade.
Para o cidadão, todos esses custos vão pesar no bolso. A reforma tributária de Lula, não simplifica nada, só vai entrar no seu bolso e pegar mais do seu dinheiro. Mais impostos, mais controle do governo sobre você e mais dificuldades para quem trabalha e paga a conta.






