A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou nesta terça-feira (18) a revisão tarifária da Celesc, que vai provocar um aumento médio de 10,82% na tarifa de energia elétrica em Santa Catarina. O novo valor começa a ser aplicado a partir de 22 de agosto de 2026.
Apesar do índice médio, o reajuste será diferente conforme o perfil de consumo. Segundo a Celesc, para 99,5% dos clientes, que estão no grupo de baixa tensão, o aumento será de 9,26%. Já para grandes consumidores, como indústrias e grandes estabelecimentos comerciais, o reajuste chega a 14,16%.
A Celesc destaca que o aumento foi definido pela ANEEL, e não pela Celesc. A agência reguladora é responsável por calcular e aprovar as tarifas das distribuidoras de energia em todo o país. A Celesc não define sozinha o valor das tarifas cobradas dos consumidores.
Reajuste da conta de luz em SC começa em 22 de agosto
O novo índice foi definido durante a Revisão Tarifária Periódica (RTP) da Celesc. Esse processo ocorre, em regra, a cada cinco anos e considera diversos fatores relacionados ao funcionamento do sistema elétrico, como custos de operação e manutenção, qualidade do serviço, perdas de energia e investimentos necessários para a distribuição.
Segundo a Celesc, se fossem considerados apenas os custos que efetivamente ficam com a companhia, sem os encargos e outros valores que são arrecadados pela distribuidora e repassados ao setor elétrico, a atualização seria de 1,61%.
Isso significa que boa parte do aumento da tarifa não representa receita direta para a Celesc.
Por que a conta de luz vai aumentar?
A tarifa de energia elétrica é formada por diferentes componentes. Além do custo da distribuição, que é a parcela relacionada à atuação da Celesc, a conta inclui valores referentes à geração e transmissão da energia, tributos e encargos definidos pelo governo federal.
Entre os encargos, um dos principais é a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), utilizada para financiar políticas públicas e subsídios do setor elétrico em todo o país.
Na composição média da tarifa da Celesc, os valores estão distribuídos da seguinte forma:
- 28% – geração de energia;
- 23% – encargos setoriais previstos na legislação federal, incluindo programas sociais do setor e outros custos;
- 23% – tributos;
- 10% – transmissão de energia;
- 16% – distribuição de energia, parcela relacionada à Celesc.
Os percentuais são médias e podem variar de acordo com o perfil de consumo de cada cliente.
Quem terá o maior aumento na conta de luz em SC?
O reajuste aprovado pela ANEEL varia conforme o grupo de consumidores.
| Tipo de consumidor | Reajuste |
|---|---|
| Baixa tensão – residências, pequenos comércios e áreas rurais | 9,26% |
| Alta tensão – indústrias e grandes consumidores | 14,16% |
| Efeito médio para os consumidores da Celesc | 10,82% |
Os consumidores de baixa tensão representam 99,5% dos clientes da Celesc. É nesse grupo que estão a maioria das residências catarinenses, pequenos estabelecimentos comerciais e propriedades rurais.
Já o grupo de alta tensão inclui consumidores com maior demanda de energia, como grandes indústrias e empresas.






