O Ministério Público da Bolívia expediu uma nova ordem de prisão contra o ex-presidente Evo Morales. Ele é investigado pelos crimes de terrorismo e levante armado, em uma apuração que relaciona o ex-chefe do Executivo aos bloqueios de rodovias que paralisaram o país por mais de 50 dias entre maio e junho deste ano. A medida foi confirmada pelo procurador-geral do Estado, Roger Mariaca.
Segundo as autoridades bolivianas, o novo mandado foi expedido por determinação do procurador Brayan Melgar, após uma ação apresentada pelo Comitê Cívico Pró-Santa Cruz. Este é o segundo mandado de prisão em vigor contra Morales. O ex-presidente também é investigado em outro processo que apura um suposto caso de tráfico de pessoas envolvendo uma menor de idade. Ele nega as acusações.
Em publicação nas redes sociais, Evo Morales afirmou que é vítima de perseguição política e acusou o governo do presidente Rodrigo Paz de tentar responsabilizá-lo pelas mobilizações para desviar o foco da situação econômica e social do país. O ex-presidente declarou que continuará apoiando os movimentos populares e defendeu que a Bolívia siga um caminho de soberania, justiça social e recuperação da esperança.





