A Justiça realizaria nesta segunda-feira, 29, a primeira etapa do julgamento dos acusados de participação no assassinato de Sergio Roberto Lezan. A sessão do Tribunal do Júri foi adiada para esta terça-feira, 30, no Fórum da Comarca de Joinville, e julga Adriano Cordeiro, Jânio da Silva e Daniel Pereira, denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina por homicídio qualificado. O motivo do adiamento foi o jogo do Brasil contra o Japão pela Copa do Mundo nesta segunda-feira.
O julgamento faz parte de um dos processos relacionados ao caso, que investiga a morte de Lezan, ocorrida em junho de 2022. A expectativa é de que a sessão reúna acusação, defesa, testemunhas e jurados para analisar as provas apresentadas ao longo da investigação. O desfecho desta etapa poderá definir a responsabilidade criminal dos três réus pelos fatos apontados na denúncia.
Detalhes do processo que apura o assassinato do ex-secretário de Obras de Major Vieira, Sérgio Roberto Lezan, revelam como, segundo a denúncia do Ministério Público, teria sido planejada a execução do crime. Lezan foi morto a tiros em junho de 2022, ao deixar o Ginásio Municipal de Esportes. Sete pessoas chegaram a ser denunciadas, sendo que cinco devem responder ao Tribunal do Júri.
De acordo com a acusação, os empresários Luiz Alberto Benso e Daniel Pereira são apontados como os mentores intelectuais do homicídio. A denúncia sustenta que a motivação seria vingança. Conforme o Ministério Público, Benso acreditava que Lezan teria envolvimento com a dependência química de sua filha, enquanto Daniel atribuiria à vítima a responsabilidade por uma suposta agressão contra seu pai, anos antes.
Ainda segundo a investigação, Jânio da Silva teria sido responsável pelo apoio logístico, providenciando a motocicleta, a arma e o contato com os executores. Um dos acusados confessou participação na ação e afirmou que ele e o atirador monitoraram a rotina de Lezan por vários dias antes do crime. Imagens de câmeras de segurança e dados de telefonia reforçaram essa linha de investigação, conforme o processo.
As defesas contestam as acusações e pedem a absolvição dos réus, alegando falta de provas. Em depoimento à Justiça, Luiz Alberto Benso negou ser mandante do crime e afirmou que mantinha boa relação com Lezan, inclusive em projetos desenvolvidos no município.






