Reajuste na tarifa de energia pode chegar a 11,7%. Celesc esclarece que apenas 17% da conta de luz ficam com a companhia

Jornalismo Adjori/SC

A Celesc apresentou, nesta segunda-feira, 15, um panorama das atividades da companhia, dos investimentos realizados nos últimos anos e do processo de Revisão Tarifária Periódica de 2026, conduzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica, a ANEEL. Durante encontro com jornalistas no Centro de Operações Integradas da empresa, foi informado que a proposta preliminar da agência prevê um efeito médio estimado de 11,77% na tarifa de energia, percentual que ainda poderá ser alterado após consulta pública. A definição final está prevista para agosto.

A companhia também destacou o maior ciclo de investimentos de sua história recente. Entre 2023 e 2026, mais de 5 bilhões de reais foram aplicados na expansão e modernização do sistema elétrico catarinense. Os recursos foram destinados à ampliação de subestações, reforço das redes de distribuição, implantação do Programa Trifásico e modernização tecnológica em todas as regiões do estado.

Outro ponto abordado foi a composição da conta de energia. Segundo a Celesc, apenas cerca de 17% do valor pago pelos consumidores permanece com a distribuidora. Os demais recursos são destinados à geração e transmissão de energia, tributos, encargos setoriais e políticas públicas. Na prática, de cada 100 reais pagos na fatura, aproximadamente 17 reais ficam com a empresa para operação, manutenção, modernização e expansão da rede elétrica.

O presidente da Celesc, Edson Moritz, afirmou que é importante ampliar a compreensão da sociedade sobre a formação das tarifas e reforçou o compromisso da companhia com a transparência. Já a diretora de Regulação, Pilar Sabino, destacou que a revisão tarifária segue critérios técnicos definidos nacionalmente pela ANEEL e que a maior parte dos valores cobrados na conta de luz não está relacionada à atividade de distribuição realizada pela empresa.

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Publicado em:

15/06/2026

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