Um novo episódio do fenômeno El Niño pode atingir o Brasil a partir do segundo semestre deste ano. De acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos, a NOAA, existe 82% de chance de o fenômeno se desenvolver entre maio e julho e 96% de probabilidade de estar consolidado até dezembro. A previsão é de um evento de intensidade moderada a forte, que já vem sendo chamado por especialistas de Super El Niño.
Segundo meteorologistas, o comportamento deste ciclo deverá ser diferente do registrado entre 2023 e 2024. Para os próximos meses, os modelos climáticos indicam aumento da umidade entre Mato Grosso do Sul e São Paulo, com possibilidade de chuvas acima da média. Já na Região Sul, a expectativa é de precipitações mais frequentes e intensas, elevando o risco de alagamentos, enxurradas e enchentes.
As regiões Norte e Nordeste também devem sentir os efeitos do fenômeno. A previsão aponta para ondas de calor mais intensas e períodos prolongados de estiagem, principalmente no interior dessas regiões. A redução das chuvas pode comprometer mananciais e bacias hidrográficas, além de causar prejuízos à agricultura e aumentar o risco de queimadas e incêndios florestais.
Especialistas alertam que o El Niño altera a circulação atmosférica e favorece o transporte de umidade da Amazônia para o Sul do país. Quando essa umidade encontra frentes frias estacionadas na região, há maior potencial para tempestades severas e enchentes. Um cenário semelhante contribuiu para as históricas inundações registradas no Rio Grande do Sul em 2024, aumentando a preocupação com os impactos que o próximo evento poderá provocar.







