Os pedidos para criação de comissões parlamentares de investigação sobre o Banco Master no Congresso têm sido comparados ao caso da CPI da Covid, instalada em 2021 após decisão do Supremo Tribunal Federal. Apesar das semelhanças nos argumentos apresentados pelos parlamentares, os processos tiveram resultados diferentes na Corte.
Na época da pandemia, o ministro Luís Roberto Barroso determinou a abertura da CPI da Covid após senadores alegarem omissão da presidência do Senado, mesmo com assinaturas suficientes para instalação da comissão. O entendimento foi confirmado depois pelo plenário do STF, que considerou existir demora injustificada para iniciar a investigação.
Agora, parlamentares da base governista e da oposição tentam criar CPIs e CPMIs para investigar o Banco Master. O deputado Rodrigo Rollemberg acionou o Supremo alegando demora da presidência da Câmara em analisar o pedido. Porém, o ministro Cristiano Zanin entendeu que não havia elementos suficientes para caracterizar omissão ilegal por parte do presidente da Câmara, Hugo Motta.
Outros parlamentares, como Carlos Jordy, Lindbergh Farias, Heloísa Helena e Eduardo Girão, também recorreram ao STF para tentar destravar as investigações. As decisões mais recentes indicam que a Corte continua analisando cada caso separadamente antes de decidir se há justificativa para interferir na dinâmica interna do Congresso Nacional.






