Monitoramento aponta alta infestação de cigarrinha-do-milho em Santa Catarina

O programa Monitora Milho SC divulgou nesta segunda-feira, 18, o último informe da safra 2025/26 sobre a cigarrinha-do-milho em Santa Catarina. Durante 40 semanas, o levantamento acompanhou a presença do inseto e das doenças transmitidas por ele em mais de 50 lavouras espalhadas por todas as regiões do estado. O objetivo é fornecer informações atualizadas aos produtores para reduzir perdas na produção de milho.

Segundo a pesquisadora Maria Cristina Canale, os boletins semanais ajudaram a identificar as regiões mais afetadas pela cigarrinha e pelos patógenos responsáveis pelos chamados enfezamentos. O vírus do raiado fino foi o mais frequente durante a safra, presente em mais de 41% das amostras analisadas. Já o vírus do mosaico estriado apareceu em segundo lugar, seguido pelas bactérias causadoras do enfezamento-pálido e do enfezamento-vermelho.

O monitoramento também mostrou crescimento expressivo da população da cigarrinha-do-milho ao longo da safra. Entre as semanas 28 e 40 foram registrados os maiores picos, com destaque para a semana 33, quando a média ultrapassou 100 insetos por armadilha. As regiões Oeste, Extremo Oeste e Planalto Norte catarinense apresentaram os cenários mais críticos, com índices acima do limite considerado de risco para os produtores.

A Epagri orienta que os agricultores intensifiquem os cuidados durante a entressafra, eliminando plantas voluntárias de milho, conhecidas como tigueras, que servem de abrigo para a cigarrinha e os patógenos. O manejo pode ser feito com herbicidas ou retirada mecânica das plantas entre 30 e 60 dias antes do próximo plantio. O programa Monitora Milho SC é desenvolvido pela Epagri em parceria com outras instituições ligadas ao setor agrícola e já se tornou referência no monitoramento da praga no estado.

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Publicado em:

18/05/2026

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