Uma mulher morreu em Balneário Camboriú após utilizar uma caneta emagrecedora sem acompanhamento médico. Segundo familiares, ela passou mal na manhã de sexta-feira, 1º, um dia depois de aplicar a quinta dose de tirzepatida, medicamento que teria sido contrabandeado do Paraguai. A aplicação, conforme relato da família, foi feita por uma pessoa sem formação ou conhecimento técnico.
De acordo com as informações apuradas, a vítima apresentou mal-estar logo ao acordar e, minutos depois, foi encontrada caída dentro de casa. O Samu foi acionado e constatou um quadro grave, com pressão arterial muito baixa e arritmia cardíaca. Ela foi levada para uma unidade de pronto atendimento, onde sofreu três paradas cardíacas. Depois de ser reanimada e transferida para o hospital, teve novas complicações e não resistiu.
O caso acende um alerta para o uso irregular das chamadas canetas emagrecedoras. No ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária reforçou o controle sobre medicamentos da categoria, exigindo receita médica em duas vias e retenção do documento na farmácia. A medida busca evitar o uso indiscriminado e proteger a saúde da população diante do aumento de efeitos adversos ligados ao consumo sem orientação profissional.





