A prefeita de Canoinhas, Juliana Maciel Hoppe, foi denunciada pelo Ministério Público de Santa Catarina por suposta prática de improbidade administrativa. A ação, com mais de 30 páginas, pede a anulação de um ato administrativo e a aplicação de multa, além de outras penalidades. O caso gera repercussão no Planalto Norte catarinense.
Segundo o Ministério Público, a denúncia está relacionada à nomeação de Jéssica Suellen de Lima Vipievski para um cargo comissionado na área da educação. Ela é esposa do secretário de Governo, Carlos Eduardo Vipievski, o que, para a promotoria, pode configurar nepotismo, prática proibida pela legislação brasileira.
Entre os indícios apontados, está o fato de que a nomeação ocorreu logo após a exoneração da servidora de um emprego anterior, ainda em dezembro de 2025. Mesmo após recomendação do Ministério Público para a exoneração, a prefeita optou por manter a nomeação, alegando ausência de subordinação direta e a qualificação da indicada.
Para o Ministério Público, a situação fere princípios fundamentais da administração pública, como legalidade, moralidade e impessoalidade. A ação pede multa que pode chegar a até 24 vezes o salário da prefeita, além de restrições como a proibição de contratar com o poder público e pagamento por danos morais coletivos.
Entre as medidas urgentes solicitadas estão a suspensão imediata da nomeação, com multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento, e o bloqueio de bens. O caso agora será analisado pela Justiça, e a prefeita terá direito à defesa enquanto o processo segue em tramitação.







