O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) lançou nesta segunda-feira (30) o Mapa do Feminicídio, uma ferramenta inédita que reúne dados e análises sobre a violência letal contra mulheres no estado. A proposta é cruzar informações oficiais para identificar padrões, fatores de risco e impactos sociais, contribuindo para o aprimoramento das políticas públicas. Durante o lançamento, a procuradora-geral de Justiça, Vanessa Cavallazzi, destacou a necessidade de reconhecer falhas e desafios no enfrentamento do problema.
O levantamento aponta que 71% dos casos são feminicídios íntimos, cometidos por companheiros ou ex-companheiros. Além disso, 68,9% das vítimas já tinham histórico de violência, muitas vezes sem registros formais nos sistemas de proteção. O estudo também identificou regiões com maior incidência proporcional, chamadas de “corredores do feminicídio”, principalmente no Oeste e na região entre Lages e Curitibanos, evidenciando maior vulnerabilidade em municípios menores e com menor densidade populacional.
A análise mostra ainda que a violência atinge com mais intensidade mulheres em situação de vulnerabilidade social, com baixa renda e escolaridade. Para autoridades, o mapa é um instrumento essencial para orientar ações concretas e fortalecer a atuação integrada entre instituições. Durante o evento, também foi firmado um protocolo de intenções entre órgãos como o Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas e Assembleia Legislativa, reforçando o compromisso conjunto no combate ao feminicídio em Santa Catarina.







