A agropecuária brasileira deve registrar desaceleração em 2026, com crescimento estimado em apenas 0,5% no Produto Interno Bruto do setor. A projeção faz parte do Balanço Macrofiscal divulgado pelo Ministério da Fazenda. Apesar de o índice ainda ser positivo, o percentual é considerado baixo e serve como alerta para o ritmo da produção agropecuária no próximo ano.
Entre os fatores que explicam essa desaceleração está a compensação entre diferentes culturas. A safra de soja deve bater novo recorde em 2026, favorecida por condições climáticas mais estáveis. Por outro lado, não há garantia de desempenho semelhante para milho, arroz e trigo. Na pecuária, o ciclo de retenção de fêmeas para reprodução deve reduzir a oferta de animais para abate, impactando a produção de carne.
O cenário também pode ter reflexos na economia como um todo. A desaceleração do agro pode influenciar a inflação dos alimentos e levar o governo a revisar estimativas econômicas ao longo do ano. Ainda assim, o relatório aponta que o agronegócio deve manter desempenho superior ao de setores como indústria e serviços.
Em contraponto à avaliação oficial, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil projeta crescimento mais otimista, estimando alta de 1% no PIB do agro em 2026. Especialistas destacam, no entanto, que eventos climáticos extremos podem alterar significativamente esse cenário ao longo do ano.





