População de Irineópolis cobra solução urgente para crise no fornecimento de energia

A população de Irineópolis vive uma situação que já ultrapassa o limite da paciência. Há anos, as constantes quedas e a instabilidade no fornecimento de energia elétrica tem provocado indignação generalizada. Moradores relatam que o problema não é pontual, mas recorrente, afetando bairros inteiros, propriedades rurais e o comércio local. A principal cobrança é direcionada à Celesc, responsável pelo serviço no município.

Nesta segunda-feira, 16 de fevereiro, o cenário foi ainda mais preocupante. Ao longo do dia, diversas interrupções foram registradas, dificultando a vida da população.

Além das quedas, houve registro de baixa voltagem, chegando a aproximadamente 158 volts, quando o padrão deveria ser de 220 volts. Essa oscilação representa risco direto para aparelhos elétricos e eletrônicos.

Empresários acumulam perdas, com equipamentos danificados e interrupções no atendimento aos clientes. Para muitas famílias, substituir um aparelho queimado significa comprometer o orçamento do mês.

No campo, a situação é ainda mais delicada. Fumicultores de Irineópolis enfrentam sérios transtornos nas estufas de secagem de fumo, que dependem de energia estável para garantir a qualidade do produto. Sem fornecimento adequado, a secagem do tabaco fica comprometida, reduzindo o valor da produção e gerando prejuízos que impactam diretamente a renda das famílias rurais.

Além da perda na qualidade do fumo, há também danos aos equipamentos elétricos utilizados nas estufas. Motores, controladores e sistemas de ventilação sofrem com as oscilações de tensão. O resultado é um efeito em cadeia: aumenta o custo de manutenção, cai a produtividade e cresce a insegurança no setor que sustenta parte importante da economia local.

As reclamações são frequentes, mas as respostas não têm sido suficientes para resolver o problema de forma definitiva. Moradores pedem investimentos na rede elétrica, manutenção preventiva e maior atenção técnica para evitar que as quedas e oscilações continuem prejudicando o município.

Diante desse cenário, cresce o apelo para que o Governo do Estado acompanhe de perto a situação e cobre providências imediatas da Celesc, através da Regional da Companhia em Mafra. Energia elétrica não é luxo, é serviço essencial. Sem ela, escolas, unidades de saúde, comércios e propriedades rurais ficam vulneráveis.

Irineópolis pede respeito. A comunidade quer uma solução concreta, com prazos e ações claras. O que está em jogo não é apenas conforto, mas a economia local, a segurança das famílias e a dignidade de quem paga suas contas em dia e espera, no mínimo, um serviço de qualidade.

O Grupo Planalto de Comunicação vai acompanhar a situação e fiscalizará os serviços prestados pela Celesc.

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Publicado em:

16/02/2026

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