Senador quer CPI para investigar contrato de R$ 129 milhões do Master com a mulher de Moraes

Foto: Ton Molina

O senador Alessandro Vieira (MDB) afirmou que pretende coletar assinaturas, após o recesso parlamentar, para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito, a CPI do Banco Master, destinada a investigar um contrato de cerca de R$ 129 milhões entre o banco e o escritório de advocacia da família do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A iniciativa também busca apurar relatos de possíveis contatos do ministro com o presidente do Banco Central em temas relacionados ao banco.

Segundo o senador, o contrato foi assinado em janeiro de 2024 e previa pagamento mensal de R$ 3,6 milhões ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, por três anos, totalizando aproximadamente R$ 129 milhões. Vieira classificou as informações como “gravíssimas” e disse que é necessário verificar a veracidade dos fatos.

A CPI, se instaurada, terá por objetivo esclarecer se o acordo estaria fora dos padrões da advocacia e se houve favorecimento indevido à instituição financeira, bem como quaisquer outras relações entre autoridades públicas e o Banco Master. A abertura de uma CPI no Senado exige a coleta de um número mínimo de assinaturas de parlamentares antes de sua formalização.

O caso do Banco Master tem sido alvo de investigação mais ampla, envolvendo a Polícia Federal e decisões judiciais que tornaram sigilosa parte dos processos relacionados ao banco e à atuação de suas lideranças. As movimentações em torno da CPI refletem a tentativa de responsabilizar e trazer mais transparência às relações entre instituições financeiras e autoridades públicas.

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Publicado em:

23/12/2025

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