A Câmara Setorial de Grãos se reuniu nesta quarta-feira (10) para avaliar o cenário do milho no Sul do país e projetar tendências para 2026. Participaram especialistas da Epagri, Esalq/Cepea, Emater-RS e até do estado de Nebraska, nos Estados Unidos. O encontro, promovido pela Secretaria da Agricultura de Santa Catarina, apresentou um panorama completo da safra, das condições das lavouras e do mercado nacional e internacional, reforçando a importância do milho para cadeias produtivas como a de suínos, aves e leite.
Os especialistas alertaram que o plantio da safra 2026 avança sob condições climáticas desfavoráveis. A redução das chuvas desde novembro já afeta lavouras que estão em fases críticas de floração e enchimento de grãos, podendo comprometer o rendimento. Em Santa Catarina, regiões como Chapecó, Xanxerê, Lages, Canoinhas e Curitibanos enfrentam calor intenso, baixa umidade e até registro de granizo em pontos isolados. O estresse hídrico já provoca sintomas como enrolamento de folhas, enquanto áreas com manejo conservacionista têm apresentado melhor resistência.
Santa Catarina necessita de cerca de 8 milhões de toneladas de milho para abastecer suas agroindústrias, e a regularização das chuvas nas próximas semanas será decisiva. O analista Haroldo Tavares Elias reforça que, apesar das incertezas, os produtores seguem otimistas — embora com expectativas mais moderadas — e que o período reprodutivo das lavouras exige atenção redobrada para evitar perdas significativas.






