Produtores de arroz de Santa Catarina acusam o governo federal de “ignorar a gravidade” da crise que atinge o setor após a safra 2024/25 gerar uma superprodução. Representantes do SindArroz‑SC dizem que, mesmo com reunião nesta quarta-feira (3) em Brasília, não houve propostas concretas para enfrentar a queda de preço e os prejuízos acumulados.
A crise se aprofundou porque a safra recorde elevou a oferta, mas o consumo interno e externo não acompanhou — provocando forte desvalorização do arroz. Em Santa Catarina, a saca de 50 quilos chegou a ser cotada abaixo do custo de produção, o que ameaça a sustentabilidade de lavouras e indústrias regionais.
O presidente do SindArroz-SC alerta que, diante da situação, algumas empresas podem fechar ou reduzir drasticamente produção, resultando em demissões e no desemprego no campo. A entidade afirma que aguardava do governo um programa de apoio emergencial, regulação do mercado ou incentivo ao consumo — elementos que não foram apresentados.
Para enfrentar a crise, o setor propõe campanhas para incentivar o consumo de arroz, medidas de apoio à comercialização e políticas públicas de defesa do produtor. Enquanto isso, agricultores e indústrias seguem em alerta, e a comunidade do agronegócio em Santa Catarina acompanha com preocupação os desdobramentos da crise.






