O frigorífico da JBS/Seara, em Itaiópolis, recebeu autorização judicial para retomar, por 40 dias, as atividades do abatedouro. A decisão suspende parte da liminar que havia paralisado o funcionamento da unidade, suspeita de lançar esgoto não tratado no rio São Lourenço e visa diminuir impactos socioeconômicos aos avicultores na região.
. O período será utilizado para o abate de um lote de 7,5 milhões de aves alojadas nas granjas da região.
A determinação da 2ª Vara Cível da comarca de Mafra também estabeleceu que a empresa deverá apresentar, em até 15 dias, um plano de ação com alternativas para solucionar de forma definitiva o lançamento do efluente industrial. O documento precisa detalhar propostas e cronograma de implantação, conforme manifestação técnica do Instituto Nacional do Meio Ambiente.
A primeira decisão, que suspendeu as atividades do frigorífico, atendeu ao pedido do Ministério Público de Santa Catarina, com base em laudos da Polícia Militar Ambiental. Os agentes identificaram uma expressiva proliferação de plantas aquáticas flutuantes, associadas ao excesso de nutrientes no rio. O chamado “tapete verde” que cobre a barragem da usina São Lourenço reforça os indícios de contaminação.
Ficou comprovado que o despejo do efluente ocorreu no trecho do rio antes da contaminação. A Justiça determinou multa de um milhão de reais para cada documento técnico que aponte a não redução dos níveis poluentes. Após os 40 dias concedidos, a suspensão das atividades volta a valer.







