Os golpes digitais estão cada vez mais sofisticados e parecidos com comunicações legítimas, tornando-se difíceis de identificar até para usuários experientes. Uma pesquisa do Observatório Lupa, que analisou 142 fraudes no Brasil entre 2020 e 2025, mostrou que 93% dos golpes prometem vantagens financeiras imediatas e 77% usam nomes de marcas ou pessoas públicas para parecerem confiáveis. Além disso, os golpistas agora criam mensagens e sites com visual profissional, usando logotipos, cabeçalhos e até músicas de espera de empresas reais para enganar as vítimas.
O especialista em tecnologia Vinicius Albino explica que os golpes se tornaram personalizados, utilizando dados vazados para criar propostas alinhadas aos interesses das vítimas. Essa personalização aumenta as chances de as pessoas caírem nas fraudes, que muitas vezes começam com promessas de descontos ou programas de benefícios em anúncios nas redes sociais. Ao clicar nesses links, a vítima é direcionada para sites falsos, onde fornece informações pessoais, e os golpistas podem ainda reforçar o golpe com contato por e-mail ou telefone.
Para evitar cair nesses golpes, Albino orienta que as pessoas nunca cliquem em links suspeitos, sempre confirmem informações no site oficial das empresas, verifiquem o endereço (URL) dos sites visitados e desconfiem de qualquer mensagem que exija decisões rápidas sem tempo para checar a veracidade. Além disso, ele recomenda evitar abrir e-mails que vão para a caixa de spam, já que os sistemas de e-mail conseguem identificar possíveis fraudes automaticamente. Segundo o especialista, ensinar familiares e amigos sobre cuidados básicos com links e informações pessoais é uma forma eficaz de proteger quem tem menos experiência no uso de tecnologia.







