Com 180 casos de meningite registrados apenas nos primeiros quatro meses de 2025 e 14 mortes confirmadas, o governo de Santa Catarina emitiu um alerta à população. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça que a vacinação é a principal medida de prevenção contra as formas mais graves da doença, que pode ser causada por bactérias, vírus e até traumas.
As vacinas contra meningites bacterianas, como as provocadas por tuberculose, pneumococos, meningococos e hemófilos, estão disponíveis gratuitamente pelo SUS para crianças no Calendário Básico de Vacinação. Os dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) mostram que a taxa de letalidade da doença em 2025 é de 7,7%, mas pode chegar a 33% nos casos causados por tuberculose e hemófilos.
A tendência de casos tem variado ao longo dos anos: foram 358 em 2021, saltando para 993 em 2023, com queda para 762 em 2024. No entanto, o número registrado até abril de 2025 acende o sinal de alerta. Crianças menores de 5 anos e idosos acima de 60 são os mais vulneráveis, segundo as autoridades de saúde.
O diretor da DIVE, João Augusto Fuck, destaca que o maior desafio são as formas virais e bacterianas, por conta do risco de surtos. Ele recomenda, além da vacinação, cuidados com a higiene, como lavar bem as mãos e não compartilhar objetos de uso pessoal. Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos, sonolência e, nos casos mais graves, convulsões e manchas roxas na pele.







