Diretoria do INSS soube do esquema no instituto cerca de oito meses antes da operação da PF e da AGU

 

Esquemas do INSS foram constatados pela autarquia pelo menos oito meses antes da operação conjunta entre Polícia Federal e Advocacia-Geral da União.

A auditoria foi feita a pedido do então presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Alessandro Stefanutto no início de maio de 2024.

A investigação apontou inconsistências e irregularidades em parte dos acordos assinados com organizações da sociedade civil.

O chamado Acordo de Cooperação Técnica é o instrumento legal que faz com que o INSS autorize desconto nas mensalidades associativas diretamente dos benefícios previdenciários.

Os valores são repassados integralmente a associações, confederações ou entidades que representam os aposentados e pensionistas.

Com a operação da Polícia federal e da AGU, Stefanutto foi exonerado do cargo e o responsável pela Diretoria de benefícios e relacionamento com o Cidadão, assim como outros três dirigentes, foram afastados.

O INSS ainda não calculou quantos pessoas foram prejudicadas e nem total cobrado de forma irregular.

Mas só entre janeiro de 2023 e março de 2024, o instituto recebeu mais de um milhão de pedidos de cancelamento de cobranças que não tinham sido autorizadas pelos beneficiários.

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Publicado em:

30/04/2025

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