O defeso do pinhão, que proíbe a colheita, transporte e comercialização até 1º de abril, é uma medida essencial para a preservação da floresta de araucárias e a sustentabilidade do extrativismo em Santa Catarina. A restrição permite que as sementes amadureçam completamente, garantindo a reprodução da espécie e servindo de alimento para animais como aves e roedores. Além do impacto ambiental, a norma também beneficia cerca de 12 mil famílias, que dependem da coleta do pinhão para complementar sua renda.
A lei estadual busca equilibrar conservação e economia, permitindo que a colheita aconteça sem prejudicar o ciclo natural da planta. Com isso, pequenos produtores e comunidades tradicionais que vivem da venda do pinhão conseguem manter suas atividades de forma sustentável. Especialistas alertam que a extração antecipada pode comprometer a regeneração da araucária, árvore símbolo do estado.
Para garantir a qualidade do pinhão e proteger o meio ambiente, o ideal é esperar que ele caia naturalmente da árvore antes da coleta. Isso indica que a semente está totalmente madura, evitando danos ao pinheiro e preservando a biodiversidade da região.







