O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) diz estar “bem” para acompanhar o julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) que vai decidir nesta terça-feira, 25, se torna o ex-chefe do Executivo réu por golpe de Estado. “Estou bem. Sempre espero a Justiça. São acusações sem fundamento feitas de forma parcial pela Polícia Federal”, declarou.
Bolsonaro voltou a criticar o fato de o caso estar sendo analisado pela 1ª Turma da Corte e não no plenário, composto pelos 11 ministros. Como antecipou o Poder360, o ex-presidente irá acompanhar a sessão ao lado de aliados. Bolsonaro desembarcou em Brasília com o deputado e líder da Oposição, Luciano Zucco (PL-RS).
Primeiro, Bolsonaro segue à sede do PL (Partido Liberal), onde fará uma última reunião com a sua defesa antes do início do julgamento. Disse que não irá se manifestar sobre a eventual decisão “até sair o placar”.
Além de Bolsonaro, o Supremo irá decidir se outras 7 pessoas também se tornarão réus por uma tentativa de golpe de Estado em 2022. Esse é o 1º dos 4 grupos de denunciados pela PGR (Procuradoria Geral da República). Trata-se do núcleo central da organização criminosa, do qual, segundo as investigações, partiam as principais decisões e ações de impacto social.
Os 5 ministros do colegiado vão analisar os argumentos preliminares das defesas sobre o recebimento da denúncia para decidir se há indícios de crime fortes o suficiente para justificar o início de uma ação penal contra o grupo.
Estão neste grupo: Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente da República; Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e deputado federal; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional); Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e candidato a vice-presidente em 2022







