Mesmo com uma lei em vigor desde 2023 permitindo o controle populacional e manejo sustentável do javali em Santa Catarina, os animais continuam se proliferando rapidamente e causando danos ao meio rural. Para tentar agilizar o processo, o deputado federal Rafael Pezenti (MDB-SC) solicitou formalmente ao Ibama e ao Exército a redução da burocracia nos sistemas desses órgãos.
Segundo ele, os controladores de javali enfrentam dificuldades excessivas para obter autorizações e registrar os animais abatidos, além do longo tempo de espera para liberação de armas específicas para o abate.
“A burocracia para o controlador alimentar o sistema do Ibama com um animal abatido é enorme. O mesmo ocorre com a necessidade de autorização do proprietário da fazenda”, afirmou Pezenti, ressaltando que o atraso no controle da espécie pode trazer graves problemas para a saúde pública.
O parlamentar lembra que Santa Catarina é o maior exportador de carne suína do Brasil e que os javalis podem transmitir doenças como tuberculose, febre maculosa, peste suína e toxoplasmose, colocando em risco toda a produção do estado.
Javali é considerado uma praga
Além dos riscos sanitários, o javali é considerado uma praga exótica e agressiva, sem predadores naturais. O animal destrói lavouras, ataca criações domésticas e prejudica o meio ambiente. Pezenti, que também é membro da Frente Parlamentar da Agropecuária, destaca que a espécie se reproduz rapidamente, com duas ninhadas por ano. A estimativa para 2025 é que seja necessário abater um milhão de javalis apenas para manter a população da espécie no mesmo patamar do início do ano.