A estação mais quente do ano – e a preferida de muita gente – está prestes a começar.
Oficialmente, o verão começa no Brasil neste sábado, 21 de dezembro, às 6 e 20 da manhã, pelo horário de Brasília e termina no dia 20 de março de 2025.
Diferente do último verão, a estação dessa vez não vai sofrer os impactos do fenômeno El Niño, fenômeno colaborou para ocorrência de ondas de calor e de eventos extremos no Brasil neste ano.
De modo geral, o verão, que tem os dias mais longos do que as noites, se caracteriza pela elevação da temperatura e também pela maior ocorrência de chuvas.
O calor e umidade características dessa época do ano favorecem a ocorrência de chuvas intensas, queda de granizo, vento com intensidade variando de moderada à forte e descargas elétricas.
As chuvas aumentarão no verão, mas previsão do Instituto Nacional de Meteorologia, o Inmet, é que, nesse verão, elas caiam abaixo da média na maior parte do território nacional.
Apenas em partes da região Norte, nos estados do Acre, Roraima, Amapá, Pará, Amazonas e sul de Rondônia, a tendência é de condições favoráveis para chuvas próximas ou acima da média.
Já em relação às temperaturas, a previsão é que elas fiquem acima da média em praticamente todo o país, com destaque para Norte e Nordeste, que podem registrar um aumento médio de até 1ºC.
La Niña pode impactar o clima no Brasil; saiba o que esperar neste verão
O fenômeno de La Niña, que pode influenciar o clima no Brasil, ainda não foi declarado pela Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos EUA (NOAA). Até o momento, o quadro permanece de neutralidade, também conhecido como La Nada.
Nos últimos dias, surgiram novos dados que indicam mudanças importantes no Oceano Pacífico Equatorial, sugerindo sinais do fenômeno La Niña. A água do oceano se resfriou mais e há evidências atmosféricas que apontam para o padrão de La Niña, que é caracterizado por águas mais frias no Pacífico tropical e ventos mais fortes nas camadas superiores da atmosfera. No entanto, para que o evento seja oficialmente declarado, é necessário que tanto as condições do oceano quanto da atmosfera mostrem mudanças significativas.
A previsão da NOAA indica uma probabilidade de 72% para a ocorrência de La Niña no trimestre de dezembro a fevereiro, com uma possibilidade menor de 28% para neutralidade. As estimativas para o início de 2025 ainda apontam para uma chance considerável de La Niña, mas também há uma possibilidade de que o evento seja fraco e de curta duração.
Apesar da falta de uma declaração oficial, os sinais de La Niña já estão visíveis no comportamento da atmosfera e do oceano. Isso pode afetar o clima no Brasil nos próximos meses, com chuva abaixo da média no Sul e aumento das precipitações em outras regiões, como o Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste.
O fenômeno La Niña, quando ocorre, costuma trazer temperaturas mais baixas no Oceano Pacífico, o que altera os padrões de precipitação e vento em todo o mundo. No Brasil, isso pode resultar em estiagem no Sul e aumento das chuvas no Norte e Nordeste, além de maior risco de ondas de calor e temperaturas extremas no Sul.
Embora ainda não esteja confirmado, a La Niña pode ter um impacto no clima brasileiro durante o verão e nos meses seguintes, com mudanças no padrão de chuvas e temperaturas.





