A chegada da primavera, com suas temperaturas mais quentes e úmidas, eleva a preocupação com uma possível aceleração na transmissão de dengue em Santa Catarina. Em 2024, o estado registrou 273 mil casos confirmados e 340 mortes, números recordes em sua história. A proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, afeta 96% dos municípios catarinenses. Diante desse cenário, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (Dive) está intensificando as ações de combate ao mosquito, reunindo representantes municipais para traçar estratégias de enfrentamento.
Segundo João Fuck, diretor da Dive, as condições climáticas da primavera favorecem a reprodução do Aedes aegypti, exigindo uma resposta rápida e coordenada. “Estamos promovendo oficinas com as cidades da Grande Florianópolis e região Sul para discutir planos de ação e intensificar as campanhas de controle. A eliminação de focos do mosquito é prioridade para evitar uma nova onda de transmissão”, destacou. Ele ressaltou que o aumento de casos nas últimas semanas é um sinal de alerta.
Em 2024, o número de casos de dengue em Santa Catarina cresceu 128% em comparação ao ano anterior, que até então detinha o recorde estadual. A Dive reforça a importância da mobilização coletiva, com cada cidadão eliminando locais com água parada para reduzir a presença do mosquito e ajudar a conter a disseminação da doença.






