O Senado Federal marcou para 8 de outubro a votação em plenário da indicação do próximo presidente do Banco Central. O governo indicou Gabriel Galípolo, atual diretor de Política Monetária da instituição, para substituir Roberto Campos Neto. O mandato de Campos Neto termina no fim do ano.
O Palácio do Planalto queria que a apreciação do nome de Galípolo acontecesse antes do primeiro turno das eleições municipais, mas o calendário eleitoral de setembro inviabiliza a presença de senadores em Brasília. Também pesou contra a antecipação da votação a insatisfação dos parlamentares com a articulação política do governo.
Gabriel Galípolo deve ser submetido a sabatina na Comissão de
Assuntos Econômicos do Senado antes da votação no plenário. A
sabatina ainda não foi agendada, mas costuma acontecer no mesmo dia.
A indicação de Galípolo para comandar a autoridade monetária é
estratégica para o governo, que passou a primeira metade do mandato criticando a política de juros altos do BC e seu reflexo na economia.
Além de Galípolo, o governo deve indicar até o fim do ano outros três diretores para o Banco Central.







