O terceiro boletim de monitoramento da cigarrinha-do-milho em Santa Catarina revelou um aumento na presença de insetos infectados com o fitoplasma do enfezamento vermelho e os vírus do raiado fino e do mosaico estriado. Apesar de a média de capturas ser de apenas quatro cigarrinhas por armadilha, o crescimento da infectividade, especialmente com a bactéria fitoplasma, preocupa os especialistas. As cigarrinhas infectadas foram encontradas em várias regiões do estado, incluindo Guaraciaba, Faxinal dos Guedes, Água Doce e Canoinhas.
Maria Cristina Canale Rappussi da Silva, pesquisadora da Epagri responsável pelo monitoramento, ressalta que, apesar do número relativamente baixo de insetos, os produtores não devem relaxar no combate à praga. A cigarrinha infectada pode causar sérios danos às lavouras de milho, comprometendo a produção. O programa Monitora Milho SC, criado em 2021, segue observando a disseminação desses patógenos para orientar ações preventivas.
O programa, que envolve diversas instituições, monitora 61 lavouras em todo o estado e deve emitir 40 boletins semanais ao longo da safra e safrinha. A continuidade do monitoramento é essencial para evitar que o enfezamento vermelho e outros patógenos comprometam ainda mais a produção de milho em Santa Catarina.







